Luke 19A1753

1Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade.

2Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico.

3Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura.

4E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali.

5Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.

6Desceu, pois, a toda a pressa, e o recebeu com alegria.

7Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador.

8Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.

9Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão.

10Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

11Ouvindo eles isso, prosseguiu Jesus, e contou uma parábola, visto estar ele perto de Jerusalém, e pensarem eles que o reino de Deus se havia de manifestar imediatamente.

12Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra longínqua, a fim de tomar posse de um reino e depois voltar.

13E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha.

14Mas os seus concidadãos odiavam-no, e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este homem reine sobre nós.

15E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem entregara o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado.

16Apresentou-se, pois, o primeiro, e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.

17Respondeu-lhe o senhor: Bem está, servo bom! porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade.

18Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.

19A este também respondeu: Sê tu também sobre cinco cidades.

20E veio outro, dizendo: Senhor, eis aqui a tua mina, que guardei num lenço;

21pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que não puseste, e ceifas o que não semeaste.

22Disse-lhe o Senhor: Servo mau! pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem severo, que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei;

23por que, pois, não puseste o meu dinheiro no banco? então vindo eu, o teria retirado com os juros.

24E disse aos que estavam ali: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem as dez minas.

25Responderam-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas.

26Pois eu vos digo que a todo o que tem, dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

27Quanto, porém, àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.

28Tendo Jesus assim falado, ia caminhando adiante deles, subindo para Jerusalém.

29Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos discípulos,

30dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que ninguém jamais montou; desprendei-o e trazei-o.

31Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? respondereis assim: O Senhor precisa dele.

32Partiram, pois, os que tinham sido enviados, e acharam conforme lhes dissera.

33Enquanto desprendiam o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: Por que desprendeis o jumentinho?

34Responderam eles: O Senhor precisa dele.

35Trouxeram-no, pois, a Jesus e, lançando os seus mantos sobre o jumentinho, fizeram que Jesus montasse.

36E, enquanto ele ia passando, outros estendiam no caminho os seus mantos.

37Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinha visto,

38dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.

39Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.

40Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.

41E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela,

42dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos.

43Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados,

44e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.

45Então, entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam,

46dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração; vós, porém, a fizestes covil de salteadores.

47E todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo;

48mas não achavam meio de o fazer; porque todo o povo ficava enlevado ao ouvi-lo.

Public Domain

Choose Translation

Switch translation for Luke 19.

Reading Settings

Paragraph viewDisplay verses as flowing paragraphs instead of individual lines
Show verse numbersDisplay verse numbers inline
Red letterHighlight the words of Christ in red

Sign in to save your reading preferences across sessions.